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O romance "A Alternativa do Diabo" do renomado escritor Frederick Forsyth, descortina diante do leitor uma trama internacional que, caso fosse real, subjugaria a Crise dos Misseis a uma mera 'brincadeira de criança'. É considerado pela crítica como tendo o "clímax mais espetacular já criado por este mestre do suspense".
Com seu estilo característico, permeado pela riqueza de descrições e pelo surpreendente e desconcertante entrelaçamento de histórias paralelas, Forsyth leva o leitor ao mundo da Guerra Fria e descortina diante dele todas as tensões e os perigos iminentes presentes na época num enredo rico de detalhes, personagens, questionamentos e riscos mundiais.
A narrativa gira em torno de uma crise sem precedentes na URSS, onde a inédita escassez de alimentos provocada por um erro trivial promete derrubar o secretário geral soviético e por no lugar um homem que irá desencadear a Terceira Grande Guerra. A salvação dos soviéticos é uma compra inédita de alimentos junto aos os norte-americanos, que farão de tudo para conseguir o máximo de benefícios em troca. Contudo, um grupo terrorista de judeus ucranianos que lutam pela libertação de seu país transformarão inconscientemente essa transação na maior crise de todos os tempos. Em meio a tudo isso, surgem figuras inusitadas como a primeira-ministra inglesa (sim, ela mesmo) que assusta e surpreende pela frieza que sempre desemboca em atitudes arriscadas e ousadas, um jovem capitão que assumirá o maior petroleiro do mundo, e um amor proibido entre um espião inglês e uma bela russa do alto escalão do Partido.
Como todas essas histórias se entrelaçam? Convido você a se surpreender como me surpreendi, lendo este livro que promete te levar "de Moscou para Londres, de Roterdã para Washington, de uma casa de campo na Irlanda para bordo do maior petroleiro do mundo" e mergulhá-lo no ambiente dos altos escalões do poder, que levarão inexoravelmente os líderes do mundo a adotarem o que a Firma chama de "a alternativa do Diabo", algo que já aconteceu antes na História.
Duque de Caxias, 22 de Agosto de 2013
Fabio Farias

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