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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Mayada - Filha do Iraque




 A história verídica conta como a guerra entre Irã e Iraque afetou a vida de Mayada Nizar Jafar Mustafa Al-Askari. Mayada pertence a uma família rica, da alta sociedade iraquiana. Possui estudos, viajou para vários países, divorciada, bastante diferente das outras mulheres de seu país.
  Dona de uma pequena gráfica foi surpreendida ao ser acusada de imprimir folhetos criticando o governo. Mesmo sendo conhecida de Saddam Hussein sentiu as consequências de seu comando ditador.
  Presa na cela 52 , recebeu inúmeras torturas retratadas em um poema:
  " Prenderam-me
    Acusaram-me de crimes que nunca cometi
    Interrogaram-me sob acusações brutais
    Torturaram-me com suas mãos cruéis
    Apagaram cigarros na minha carne
    Cortaram minha língua
    Violentaram-me
    Cortaram meus seios
    Chorei sozinha, em meio à dor e ao medo
    Condenaram-me à morte
    Puseram-me contra a parede
    Implorei clemência
    Deram um tiro na minha testa
    Jogaram meu corpo numa cova rasa
    Enterraram-me sem mortalha
    Depois da minha morte, descobriram que eu era inocente."
 Após inúmeros esforços de sua mãe, juntamente com o declínio de Saddam Hussein, foi libertada. Em uma viagem ao Oriente Médio, Jean  P. Sasson, autora do livro, contratou Mayada como intérprete. As duas viraram amigas e Jean propôs que sua triste trajetória fosse relatada ao mundo.

Gabriela Moraes, nº 06

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