A história verídica conta como a guerra entre Irã e Iraque afetou a vida de Mayada Nizar Jafar Mustafa Al-Askari. Mayada pertence a uma família rica, da alta sociedade iraquiana. Possui estudos, viajou para vários países, divorciada, bastante diferente das outras mulheres de seu país.
Dona de uma pequena gráfica foi surpreendida ao ser acusada de imprimir folhetos criticando o governo. Mesmo sendo conhecida de Saddam Hussein sentiu as consequências de seu comando ditador.
Presa na cela 52 , recebeu inúmeras torturas retratadas em um poema:
" Prenderam-me
Acusaram-me de crimes que nunca cometi
Interrogaram-me sob acusações brutais
Torturaram-me com suas mãos cruéis
Apagaram cigarros na minha carne
Cortaram minha língua
Violentaram-me
Cortaram meus seios
Chorei sozinha, em meio à dor e ao medo
Condenaram-me à morte
Puseram-me contra a parede
Implorei clemência
Deram um tiro na minha testa
Jogaram meu corpo numa cova rasa
Enterraram-me sem mortalha
Depois da minha morte, descobriram que eu era inocente."
Após inúmeros esforços de sua mãe, juntamente com o declínio de Saddam Hussein, foi libertada. Em uma viagem ao Oriente Médio, Jean P. Sasson, autora do livro, contratou Mayada como intérprete. As duas viraram amigas e Jean propôs que sua triste trajetória fosse relatada ao mundo.
Gabriela Moraes, nº 06

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